Origem da raça
Conta-se que em Lagoa Dourada-MG que o rebanho inicial da Fazenda Engenho Grande, adquirido do padre TorquatTo, era constituído de dois jumentos e algumas jumentas, que, desde então, não deixou penetrar neste rebanho outro sangue.
A presença de uma estirpe de asininos, em uma região de Minas Gerais, constitui um fato que não pode causar estranheza a nenhum estudioso de tais assuntos. Os criadores mineiros demonstravam, por força das circunstâncias, aliada ao seu reconhecido conservadorismo, uma tendência para formação de raças locais, a tal ponto que podemos considerar esta característica como uma daquelas a distinguir o povo montanhês das demais populações brasileiras.
Sendo a produção de muares uma necessidade para a indústria da mineração, nos séculos XXIII e era natural que se estabelecesse, nos vales mineiros, uma criação de asininos para produção de muares.
Nomenclatura
A origem da palavra jegue (pequeno jumento nordestino) remonta ao século XIX, quando os ingleses na construção de ferrovias nordestinas o chamavam de JACK - jumento em inglês. No Brasil, o povo nordestino ao ouvir esta pronúncia, adaptou a mesma para jegue.
Outra curiosidade mostrando a força de trabalho deste animal é que o dia do trabalho em algumas cidades nordestinas é comemorado com competições deste animal.
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